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Arquivo da tag: Rip Curl Pro Bells Beach 2010

Paul Fisher atacou no Rip Curl Pro Bells Beach. O aussie fez cinco perguntas para Brett Simpson, Kai Otton, Jay Thompson, Roy Powers e Adrian Buchan. As cinco perguntas que todo jornalista gostaria de fazer para alguns tops do WT. Só para você ter uma idéia, a segunda pergunta foi a seguinte, “Have anyone of you fu#ks seen Marco Polo?”

Gabriel Medina de novo foi o centro das atenções, desta vez no último dia do Rip Curl Pro Bells em Johanna. Enquanto aconteciam as baterias, Medina quebrou em umas esquerdas perto de onde os tops estavam.

Kelly Slater botou medo em todos os tops do circuito no último dia do Rip Cur Pro Bells Beach

Ninguém foi páreo para Kelly Slater no último dia do Rip Curl Pro Bells Beach, nem mesmo a contusão em seu pé direito conseguiu segura-lo. Kelly tocou o sino pela quarta vez em sua carreira, igualou o seu numero de vitórias em Bells ao numero de vitórias da lenda Mark Richards e surfou daquele jeito que assusta a grande maioria dos tops do WT.

O diretor de prova Damien Hardman não quis arriscar esperar o swell que estava previsto para chegar no fim de semana e colocou as baterias que faltavam em Johanna, aproximadamente 2 horas da praia de Bells, que como a maioria dos surfistas falaram estava bem mexido.

Kelly não deu chances a todos os tops que estavam embalados no campeonato. Primeiro Michel Bourez, depois Bede Durbidge e Bobby Martinez. Bobby vinha dando show em suas baterias, contra o careca somou apenas 3.80 pontos. Pressão de cair contra o melhor de todos os tempos? Magina.

Na final seu oponente era Mick Fanning. Mick vinha sendo muito consistente, sempre com o surf no pé e soltando as manobras que os juízes querem ver. Em sua bateria da semifinal, Fanning enfrentou Taj Burrow e não deu chances para o surfista que até agora era o mais perigoso do WT.

Então era isso, de um lado um eneacampeão mundial com o pé quebrado e do outro o atual campeão tentado defender seu titulo contra o pior dos adversários.

Deve ser muito complicado ficar meia hora dentro do mar do lado de Slater, todos que caíram contra ele até agora surfaram diferente do que surfaram na outras baterias, com Fanning não foi diferente. Na maioria das ondas do aussie, ele cometeu erros que não é nada comum vê-lo cometendo. Kelly também não acertou nas primeiras e demorou a encaixar o seu surf. Faltando pouco menos de 10 minutos para o fim, quem estava na frente era Mick.

Foi nessa hora que o eneacampeão mostrou sua magia. Kelly entrou em uma onda fechando e para não desperdiçar tempo, soltou um aéreo inacreditável. Durante a manobra, ele perdeu o pé da prancha e aterrisou no meio da espuma. Todos já estavam se lamentando quando Kelly ficou em pé. Ninguém acreditou, acho que nem mesmo Slater. Com essa manobra o careca tirou 8.93 pontos e, mesmo faltando pouco mais de 5 minutos para o termino da bateria, todos sabiam que ele ia tocar o sino.

Depois de Bells, algo me diz que este ano o título mundial vai ser disputado pelos dois protagonistas da final.

CURRENT ASP WORLD TOUR TOP 10 (After Rip Curl Pro Bells Beach):
1 –
Taj Burrow (AUS) 16500 pts
2 – Kelly Slater (USA) 13750 pts
3 – Jordy Smith (ZAF) 13250 pts
4 – Bobby Martinez (USA) 13000 pts
5 – Mick Fanning (AUS) 11750 pts
6 – Joel Parkinson (AUS) 10500 pts
6 – Bede Durbidge (AUS) 10500 pts
6 – Adriano de Souza (BRA) 10500 pts
9 – Dane Reynolds (USA) 8250 pts
10 – Fredrick Patacchia (HAW) 7500 pts
10 – Adrian Buchan (AUS) 7500 pts

Bem que o nome desta etapa podia mudar para Rip Curl Pro Winkipop. Fanning explicando porquê

Tudo de cansativo que rolou em Thirteenth Beach na repescagem foi recompensado pelo dia de ontem, ou hoje na Austrália, ou antes de ontem, juro que fico muito confuso com os fusos. O Rip Curl Pro foi levado para Winkipop, onde abriram boas ondas e tiveram excelentes baterias. Todas os confrontos do terceiro round, mais quatro das oitavas, entraram na água.

Para os brasileiros foi um grande dia. Adriano entrou duas vezes na água, uma vez contra Brett Simpson e outra contra Fred Patacchia. Nas duas caídas, ele foi muito superior aos seus adversários. Mineirinho certamente está de olho no título desta etapa, seu próximo adversário é parada dura, mas quero ver quem para ele. Jadson André fez muito bonito em uma bateria entre o mais velho e o mais novo do tour. Jadson surfou muito bem de backside contra o frontside preciso de Taylor Knox. BOOM! BOOM! BOOM! Quem assistiu o Surf Adventures 2 sabe do que eu estou falando.

Esta foto de Neco durante o Hang Loose Pro Santa Catarina no ano passado, define como foi sua disputa contra Joel Parkinson

Neco Padaratz é um dos melhores surfistas para se ver em um campeonato. Mandou patadas com muita raiva nas paredes lisinhas de Wink, reclamou com os juízes, ficou P da vida na sua disputa contra Joel Parkinson, mas infelizmente ainda não conseguiu entender como se adequar aos novos critérios de avaliação da ASP. Como disse Martin Potter na transmissão do campeonato pela internet, os juízes querem ver esse ano uma mistura de manobras da nova geração e da antiga. Se você ver o Heats On Demand da bateria de Neco, verá que o brasileiro surfou bem, mas sempre solta manobras muito parecidas, enquanto Joel deu batidas com pressão e junto com alguns aéreos.

Gabriel Medina deve estar muito feliz neste momento. Ele enfrentou seu ídolo Mick Fanning e recebeu uma aula de surf, não ganhou, mas tudo bem. Medina tirou boas notas, sem medo nenhum, mas o Fanning foi impressionante. É muito bonito ver Mick surfar, ele é muito rápido dentro d’água e nesta bateria mandou suas rasgadas características e algumas manobras acima do lip. Ontem ou hoje, enfim, Mick Fanning surfou como um campeão mundial.

Taj Burrow desde começou o seu treinamento com o Bra Boy, Johnny Gannon, está melhor do que nunca

O único que foi melhor que Mick foi Taj. Taj Burrow foi outro surfista que entrou no mar duas vezes, e nas duas vezes arrebentou. Contra Wilko, Burrow somou apenas 17.04 e depois contra Andy, ele somou só 17.77 pontos, a maior do evento até agora. A melhor onda do campeonato por enquanto foi de Jordy Smith, um 9.80, 0,43 décimos maior do que a melhor nota de Taj. Adriano de Souza é o adversário do aussie nas quartas. Nada a temer, Mineiro já fez a mala do dele na Gold Coast e certamente pode fazer de novo.

Kelly Slater se machucou no dia anterior, mas mesmo assim superou Dusty Payne

Agora, Fanning foi impressionante, Taj o melhor, mas quem roubou a cena no dia foi de novo Mr. Kelly Slater. Algumas baterias antes da do careca, a Australian Surfing Life divulgou em seu twitter que Kelly tinha fraturado o pé surfando no dia anterior, minutos depois a ASP também divulgou a notícia. A dúvida pairou no ar, Slater ia ou não entrar na água contra Dusty Payne. Kelly chegou em Winkipop poucos minutos antes de sua bateria, foi examinado pelo medico do evento, entrou no mar e venceu Dusty Payne que mandou a manobra do campeonato logo na primeira onda. Kelly Slater é um fanfarrão. Outro fanfarrão é Dane Reynolds que cansou da Austrália e estava a passeio em Winkipop.

Não é muito comum ver Bede Durbidge na repescagem. O aussie foi um dos melhores do dia

Certamente este segundo round da repescagem foi um dos mais cansativos dos últimos tempos, e cansativo não só para os surfistas.

O pessoal da organização do Rip Curl Pro deve ter ralado muito para arrumar tudo na Thirteenth Beach. Alex e Paulinho, os locutores da transmissão em português do campeonato quase não entraram no ar, e quando entraram, sofreram com a infra que deram para eles. Quem penou também foi o pessoal que assistiu o campeonato tanto pela internet, quanto na praia mesmo. Pela web, quando as imagens não pareciam estar sendo filmadas por celular era porque o sinal tinha caído, e para as pessoas que estavam na praia, o transito, o frio, a chuva e as péssimas condições do mar devem ter sido duro de aturar.

Sobre o pico que o queridíssimo Damien Hardman e sua equipe escolheram, faço das palavras do meu amigo Paulo Lima as minhas, “Este beach break é de 13th categoria!”.

A etapa de Bells pode ser a mais tradicional do tour, mas esta virando o que virou Mundaka, quando dá onda é ótimo, quando dá.

Ah já ia me esquecendo, as baterias. Devido às péssimas condições do mar, varias disputas tiveram notas baixas. Medina fez sua primeira vítima no Tour, C.J Hobgood. O outro Hobgood perdeu para Neco, a vingança é um prato que se come frio. Jadson venceu Luke Munro e pega Taylor Knox na próxima fase. O único brasileiro que não se deu bem foi Marco Polo, ele não surfou mal, mas de novo caiu contra um dos medalhões do tour.

Mas foi duro viu!

Steph Gilmore está cada vez mais próxima do quarto título mundial

O mar estava temperamental como de costume na praia de Bells. Logo após a tricampeã mundial Steph Gilmore tocar o sino no feminino e ter disparado na liderança do ranking, foi a vez dos homens caírem no mar. Dez baterias da etapa masculina do Rip Curl Pro Bells Beach foram disputas e como disse Julio Adler em um dos seus tweets direto da praia dos sinos, “Certas coisas nunca mudam”.

Logo de cara Andy Irons, Dane Reynolds e Nate Yeomans. Todo mundo esperava que Dane naquele mar pequeno, gordo e mexido ia dar show com toda sua progressividade, mas Andy surpreendeu. O tricampeão mundial veio com tudo, superou os americanos com duas ondas bem surfadas, nada de novo, porém bem surfadas, somando 14.33 pontos e se mostrou feliz novamente em entrar na água com uma lycra de competição.

Mineirinho passou direto para a terceira fase

Depois de algumas baterias mornas, Kelly Slater acordou a galera que estava assistindo a transmissão do campeonato de madrugada aqui no Brasil e fez a melhor apresentação do dia até então. Infelizmente um dos adversários de Kelly foi o brasileiro Marco Polo, que surfou bem, melhor do que na Gold, mas não conseguiu de novo bater o careca. Na bateria seguinte Adriano de Souza não deixou nada passar e surfou muito contra Kekoa Bacalso e o rookie Blake Thorton. Mineiro estava frenético, ele pegava uma onda e quando mal chegava de volta ao outside já entrava em outra, em uma delas o brasileiro mandou um bom aéreo e arrancou um belo 7.07 dos juízes.

Taj e Mick fizeram a lição de casa e na penúltima bateria do dia Gabriel Medina entrou em ação. O moleque de Maresias caiu contra dois aussies de peso, Joel Parkinson e Chris Davidson, e mostrou muita personalidade. Medina surfou tranquilo, na primeira onda quase completou um baita aéreo, mas terminou em segundo na bateria perdendo para o atual campeão em Bells. Diga-se de passagem, Parko teve um pouco de sorte com as suas ondas que abriram até as pedras e deixaram o caminho para a terceira fase mais fácil.

Parko contou com a sorte na nona bateria do dia

RIP CURL PRO BELLS BEACH ROUND 1 RESULTS:
Heat 1:
Andy Irons (HAW) 14.33, Dane Reynolds (USA) 8.56, Nate Yeomans (USA) 8.40
Heat 2: Luke Stedman (AUS) 12.66, Matt Wilkinson (AUS) 9.77, Damien Hobgood (USA) 7.84
Heat 3: Jeremy Flores (FRA) 10.50, Bobby Martinez (USA) 10.43, Tanner Gudauskas (USA) 7.73
Heat 4: Tiago Pires (PRT) 11.60, Travis Logie (ZAF) 5.73, C.J. Hobgood (USA) 4.83
Heat 5: Kelly Slater (USA) 14.00, Marco Polo (BRA) 8.16, Mick Campbell (AUS) 7.84
Heat 6: Adriano de Souza (BRA) 15.07, Blake Thornton (AUS) 11.56, Kekoa Bacalso (HAW) 10.77
Heat 7: Taj Burrow (AUS) 14.26, Daniel Ross (AUS) 13.27, Neco Padaratz (BRA) 9.13
Heat 8: Mick Fanning (AUS) 13.73, Kai Otton (AUS) 11.23, Stuart Kennedy (AUS) 12.00
Heat 9: Joel Parkinson (AUS) 16.00, Gabriel Medina (BRA) 10.33, Chris Davidson (AUS) 8.83

REMAINING RIP CURL PRO BELLS BEACH ROUND 1 MATCH-UPS:
Heat 11:
Jordy Smith (ZAF), Patrick Gudauskas (USA), Jay Thompson (AUS)
Heat 12: Taylor Knox (USA), Michel Bourez (PYF), Adam Melling (AUS)
Heat 13: Tom Whitaker (AUS), Jadson Andre (BRA), Brett Simpson (AUS)
Heat 14: Kieren Perrow (AUS), Ben Dunn (AUS), Dusty Payne (HAW)
Heat 15: Fredrick Patacchia (HAW), Owen Wright (AUS), Drew Courtney (AUS)
Heat 16: Dean Morrison (AUS), Luke Munro (AUS), Roy Powers (HAW)