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Arquivo da tag: Quiksilver Pro Gold Coast 2010

Jeremy Flores saiu do mar depois de sua disputa contra Dane Reynolds irado

Na primeira para do tour este ano em Snapper Rocks, vimos Neco Padaratz surfar muito bem e tirar notas muito baixas por não ter sido tão “vertical” contra Damo, vimos também o francês Jeremy Flores, que quase se matou em alguns floaters que deu em seu confronto contra Dane Reynolds, dar uma entrevista revoltado após a bateria.

Os dois apresentaram um surf muito bom, mas que não foi o suficiente para avançar no campeonato de acordo com os juízes e o novo critério de avaliação. Recentemente Jeremy deu uma entrevista ao Jed Smith da Stab falando um pouco sobre o que aconteceu.

Esta seria a evolução ou injustiça?

Stab: Was there any fall out from your post heat interview at the Quiksilver Pro, in which you claimed the judging was biased toward American and Australians?

Jeremy Flores: You know what, more people were happy that I said it than angry. The next few days, people were coming up to me saying, “Finally, someone said it, good job.” I don’t really care what people think. There are so many fake guys out there that talk so much shit. Every since I was young I’ve always said the truth about everything. Some people like it, some don’t, but I will never be fake. Many people ask me to shut up sometimes but I just can’t. I gotta say what I gotta say and people can like it or not and I don’t give a shit. But then maybe the next comp I’m gonna get a good wave and get a three (laughter).

Stab: Do you still feel that way about the judging?

Jeremy Flores: I’ve always felt that way. It’s been very unfair sometimes. But when you think about it, every sport has its injustices. Surfing is no different and even the champions like Kelly and Andy have to deal with it. We’ve only had the first event with the new rules and new criteria, so I can’t talk shit about it. After the heat I was angry and I thought I really got burned. We’ll see how it goes during the year and maybe at the end I will say something else.

Stab: What is the key to relevancy on the World Tour in 2010?

Jeremy Flores: I’m not sure. I could say aerial moves but many guys are getting big scores without doing aerial moves. You’ve gotta really mix it up. I’m definitely working on my airs and being able to do for or five different turns on a wave. I think that is what the judges want to see. With the new criteria there are a bunch of us on tour who are like, “whoa, this is crazy, this is really different.” We have to deal with it and do what they want us to do, which is kind of sad to say. But if you want to get nines and eights you gotta do what you gotta do.

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Highlights da final: Taj Burrow (15.57) x Jordy Smith (12.56)

Segunda bateria da semifinal: Jordy Smith (16.30) x Dane Reynolds (8.96)

Terceira bateria das quartas de final: Joel Parkinson (17.47) x Dane Reynolds (19.20)

Oitava bateria do Round 4: Kelly Slater (13.17) x Jordy Smith (16.10)

Melhores ondas da etapa:

Bede Durbigde, 9.93 pontos

Dane Reynolds, 9.93 pontos

Taj Burrow está com tudo esse ano

Última etapa do World Tour 2009, Billabong Pipeline Masters, toda atenção voltada aos dois candidatos diretos ao titulo mundial, Mick Fanning e Joel Parkinson, Taj Burrow campeão; Etapa de 4 estrelas do WQS, Breaka Burleigh Pro, o início da corrida por uma vaga no WT,  Taj Burrow campeão; Primeira parada do tour 2010, Quiksilver Pro Gold Coast inundada pela geração voadora, Taj Burrow campeão. Os últimos três campeonatos que participou, Taj não era o centro das atenções e ganhou, ganhou bem, diga-se de passagem.

Em Snapper Rocks, Burrow era novamente um mero coadjuvante ofuscado pelo brilho de Kelly, Parko, Mick, Dane, Jordy e os tão comentados Rookies que decepcionariam. O aussie passou por grandes adversários com o seu power surf muito veloz, batidas pra lá de verticais, floaters insanos, rabetas descolando do lip, alguns tímidos aéreos, já falei que o surf dele é veloz? Garret Parkes, Owen Wright, Chris Davidson, Adriano de Souza, Bobby Martinez e Jordy Smith foram os que caíram diante do aussie.

Taj foi eleito o melhor surfista do campeonato

Taj Burrow realmente mereceu vencer o Quik Pro. Em todas as suas baterias ele impôs o ritmo e tirou, na maioria das vezes, notas acima de 8 pontos. Nas quartas surfou claramente melhor que Adriano de Souza e na grande final, virou nos últimos 10 minutos com categoria pra cima de Jordy Smith. Será que esse é o ano do Taj? Ou ele vai ficar no quase como de costume?

Os dois surfistas do momento, Dane Reynolds e Jordy Smith, começaram muito bem o ano e pareceram finalmente mais interessados no World Tour.

Dane se mostrou um tanto nervoso em suas primeiras baterias, mas conseguiu avançar no campeonato. Nas quartas, contra Joel Parko, o americano impressionou. Reynolds foi impecável com suas rabetadas fortes e carves pra lá de verticais. Parko surfou muito bem, somou 17.47, mas Dane com um 9.27 e um 9.93, que foi a mais bonita onda do campeonato junto com o outro 9.93 de Bede Durbigde contra Luke Munro, somou 19.20 pontos. Depois da bateria Joel agradeceu Dane por força-lo melhorar sua performance.

"A world title isn’t a goal of mine, right now" - Dane Reynolds

Jordy Smith, mais preocupado em ganhar baterias do que dar show, venceu nada mais nada menos do que Mr. Kelly Slater, que vinha como favorito para levar o caneco, e conseguiu chegar até a final. Jordy, com seus 1.88m de altura, é um surfista empolgante de se assistir. O sul africano desenha perfeitos arcos nas paredes das ondas, espirra muita água em suas cortadas, consegue decolar como se fosse um foguete quando quer e ainda faz o mais difícil, faz com que o que ele faz dentro do mar pareça ser fácil. Depois de ver ele surfar, a vontade de pegar sua prancha e cair na água é enorme.

Jordy Smith finalmente acordou para o tour durante o Quiksilver Pro Gold Coast

Os dois se enfrentaram na segunda disputa da semifinal. Reynolds tentou ganhar do seu jeito, muitos aéreos e rabetas escapando, mas acabou se dando mal e Jordy venceu.

Os brasileiros, liderados por Mineirinho, também foram bem. Marco Polo surpreendeu mostrando muito surf no pé e disposição. Neco Padaratz surfou muito, deu pra ver que o seu problema nas costas é passado, mas infelizmente  foi barrado pelos juízes contra Damien Hobgood. Jadson André foi o melhor Rookie da etapa, o que surfou melhor e mais bonito, só parou diante de Adriano de Souza. Mineiro fez ótimas atuações e concretizou seu lugar entre os melhores do tour, perdeu para o campeão da etapa e saiu de Snapper com um bom quinto lugar.

Mineiro e Jadson após o confronto no terceito round

O ano começou bem. A próxima parada é o Rip Curl Pro na clássica praia de Bells Beach, Austrália, durante os dias 30 de março e 10 de abril. Sera que a nova geração vai se dar melhor? Andy Irons vai ser só mais um na etapa? Quem será que toca o sino? Não perca!

Os brasileiros, liderados por Mineirinho, foram bem também. Marco Polo surpreendeu mostrando muito surf no pé e disposição. Neco Padaratz surfou muito, deu pra ver que o seu problema nas costas é passado, mas infelizmente  foi barrado pelos juízes contra Damien Hobgood. Jadson André foi o melhor Rookie da etapa, o que surfou melhor e mais bonito, só parou diante de Adriano de Souza. Mineiro fez ótimas atuações e concretizou seu lugar entre os melhores do tour, perdeu para o campeão da etapa e saiu de Snapper com um bom 5 lugar.

O ano começou bem. A próxima parada é o Rip Curl Pro na clássica praia de Bells Beach, Austrália, durante os dias 30 de março e 10 de abril. Sera que a nova geração vai se dar melhor? Andy Irons vai ser só mais um na etapa? Quem será que toca o sino? Não perca!

Hoje tem duelo de gigantes. O confronto que todos queriam ver. Os dois ícones da nova geração, os dois surfista mais empolgantes de se assistir, Dane Reynolds e Jordy Smith, se enfrentam na segunda bateria da semifinal do Quik Pro Gold Coast.

A nova era começou. Talvez hoje veremos a melhor bateria do ano em Snapper Rocks. Não perca, assista aqui.

Façam suas apostas!

Kelly Slater, como sempre, causando alvoroço no 5 dia do Quiksilver Pro Gold Coast

Tudo o que é bom a gente deixa pro final, para o pessoal da Quiksilver não é bem assim.

Ontem, logo de cara na primeira bateria do dia, Adriano de Souza e Jadson André se enfrentaram e deram show. Mostraram que o Brasil é sim uma das potencias mundiais do surf.

Mineirinho é candidato ao título da etapa

Mineirinho apresentou um surf digno de campeão, melhor do que isso, mostrou que realmente é um dos 5 melhores surfistas do WT, dispensa comentários. Agora, enquanto os aussies tem Owen Wright e os americanos tem Dane Reynolds, nós temos Jadson André, pera deixa eu repetir, Jadson André. O potiguar certamente assustou muitos desses rookies que todo mundo anda falando que são a salvação e surfou, sua primeira etapa do tour, como macaco velho, fez o que nenhum Gudaskas, ou Wilko fez. Se não fosse Adriano, certamente Jadson só ia cair diante de Kelly, Mick, Bede ou Joel. Os dois brasileiros travaram uma das melhores baterias do Quik Pro Gold Coast até agora.

Jeremy Flores voltou em grande estilo

Jeremy Flores voltou em grande estilo

Jeremy Flores foi outro que impressionou. O francês passou grande parte do ano passado cuidando de uma contusão no tornozelo e quase se matou na bateria contra Dane Reynolds. Infelizmente para Jeremy, Dane é atualmente um dos surfistas mais bem julgadas do tour e no finalzinho do confronto o americano conseguiu vencer por 34 décimos. Reynolds deu rabetadas mais radicais e verticais, mas Jeremy surfou mais bonito, não pelas manobras, mas sim pela força de vontade. Foi quase que um replay da bateria entre Neco Padaratz e Damien Hongood. Na entrevista pós heat, Jeremy Flores, com um saco de gelo no mesmo tornozelo que machucou em 2009, disse algo como que teria de mudar de nacionalidade para vencer caras como Dane.

Joel Parkinson, Mick Fanning e Kelly Slater mostraram de novo que estão um passo acima dos outros surfistas. Bede Durbidge foi o melhor do dia.

Oitavas de Final:

1 Adriano de Souza (Bra) x Adrian Buchan (Aus)
2 Chris Davidson (Aus) x Taj Burrow (Aus)
3 Bobby Martinez (EUA) x Damien Hobgood (EUA)
4 Kai Otton (Aus) x Mick Fanning (Aus)
5 Joel Parkinson (Aus) x Fredrick Patacchia (Haw)
6 Daniel Ross (Aus) x Dane Reynolds (EUA)
7 Bede Durbidge (Aus) x Kieren Perrow (Aus)
8 Kelly Slater (EUA) x Jordy Smith (Afr)

A chuva quase não parou em Snapper Rocks

Ontem entraram na água boa parte das baterias da repescagem do Quiksilver Pro Gold Coast, que acontece nas direitas de Snapper Rocks. O tempo estava meio fechado, as series várias vezes demoraram a entrar fazendo com que em algumas baterias os surfistas pegassem apenas três ondas na faixa dos 5 pontos. As alegrias do dia foram Jordy Smith e Dane Reynolds.

Dane novamente demonstrou um pouco de nervosismo no início de sua bateria contra Blake Thornton. Optou por uma prancha mais convencional, uma 6`1 novinha, e só se soltou quando a disputa já estava ganha. Mesmo assim surfou bem, pegou bons tubos, deu boas rasgadas e arriscou alguns aéreos. Ainda deve estar sofrendo um pouco com a pressão. Jordy Smith caiu contra Marco Polo, tirou a maior nota do campeonato até agora, 9.93, e superou a somatória de Kelly Slater por 0,09, mesmo assim não impressionou. O sul africano tem um potencial muito maior do que ele já mostrou até agora no tour. Já o brasileiro surfou bem, mas acabou não tendo sorte em cair contra Jordy, e menos sorte ainda ao cair contra Kelly na primeira fase. Não venceu, mas foi uma boa estreia para Marco.

Não foi dessa vez Jordy Smith surfou tão bem quanto no "free surf"

O outro brasileiro na repescagem, Neco Padaratz, foi protagonista de uma cena curiosa em sua bateria contra Damien Hogbood. Neco abriu com duas boas ondas, em uma delas ele chegou a entubar 3 vezes, o Hobgood respondeu com uma onda onde mandou alguns bons cutbacks. As notas demoraram a sair e quando saíram o brasileiro foi à loucura dento do mar. Ele recebeu apenas 5.56 e 6.83 pelas ondas enquanto Damo tirou um 8.00. Neco, já puto da vida, desceu outra boa onda entubando e depois mandando manobras potentes, terminou, encarou os juízes e recebeu mais uma nota baixa. Enquanto isso Damien tirou um 7.87. Outra boa onda do brasileiro e nada, outra nota mediana.

Neco Padaratz mostrou, além de muita atitude, que está em forma para disputar o WT

Foi muito angustiante ver Neco Padaratz dando o melhor de si enquanto o americano, fazendo o feijão com arroz, arrancava boas notas dos juízes. Os locutores diziam que Neco estava sempre repetindo o mesmo tipo de batida e não estava sendo tão vertical quanto Damien. Eu concordo que Damo fez suas manobras em pontos mais críticos, mas pelo surf que Neco Padaratz demonstrou, ele merecia notas muito melhores. Se você assistir os melhores momentos da bateria, vai ver que o americano também repetiu sempre o mesmo tipo de manobra. Na minha opinião, o surf apresentado pelo catarinense foi muito melhor do que o do americano. Não acho que houve nenhum tipo de trapaça, mas claramente foi um caso de mau julgamento, coisa que os surfistas que participam do WT, reclamam algumas vezes.