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Bem que o nome desta etapa podia mudar para Rip Curl Pro Winkipop. Fanning explicando porquê

Tudo de cansativo que rolou em Thirteenth Beach na repescagem foi recompensado pelo dia de ontem, ou hoje na Austrália, ou antes de ontem, juro que fico muito confuso com os fusos. O Rip Curl Pro foi levado para Winkipop, onde abriram boas ondas e tiveram excelentes baterias. Todas os confrontos do terceiro round, mais quatro das oitavas, entraram na água.

Para os brasileiros foi um grande dia. Adriano entrou duas vezes na água, uma vez contra Brett Simpson e outra contra Fred Patacchia. Nas duas caídas, ele foi muito superior aos seus adversários. Mineirinho certamente está de olho no título desta etapa, seu próximo adversário é parada dura, mas quero ver quem para ele. Jadson André fez muito bonito em uma bateria entre o mais velho e o mais novo do tour. Jadson surfou muito bem de backside contra o frontside preciso de Taylor Knox. BOOM! BOOM! BOOM! Quem assistiu o Surf Adventures 2 sabe do que eu estou falando.

Esta foto de Neco durante o Hang Loose Pro Santa Catarina no ano passado, define como foi sua disputa contra Joel Parkinson

Neco Padaratz é um dos melhores surfistas para se ver em um campeonato. Mandou patadas com muita raiva nas paredes lisinhas de Wink, reclamou com os juízes, ficou P da vida na sua disputa contra Joel Parkinson, mas infelizmente ainda não conseguiu entender como se adequar aos novos critérios de avaliação da ASP. Como disse Martin Potter na transmissão do campeonato pela internet, os juízes querem ver esse ano uma mistura de manobras da nova geração e da antiga. Se você ver o Heats On Demand da bateria de Neco, verá que o brasileiro surfou bem, mas sempre solta manobras muito parecidas, enquanto Joel deu batidas com pressão e junto com alguns aéreos.

Gabriel Medina deve estar muito feliz neste momento. Ele enfrentou seu ídolo Mick Fanning e recebeu uma aula de surf, não ganhou, mas tudo bem. Medina tirou boas notas, sem medo nenhum, mas o Fanning foi impressionante. É muito bonito ver Mick surfar, ele é muito rápido dentro d’água e nesta bateria mandou suas rasgadas características e algumas manobras acima do lip. Ontem ou hoje, enfim, Mick Fanning surfou como um campeão mundial.

Taj Burrow desde começou o seu treinamento com o Bra Boy, Johnny Gannon, está melhor do que nunca

O único que foi melhor que Mick foi Taj. Taj Burrow foi outro surfista que entrou no mar duas vezes, e nas duas vezes arrebentou. Contra Wilko, Burrow somou apenas 17.04 e depois contra Andy, ele somou só 17.77 pontos, a maior do evento até agora. A melhor onda do campeonato por enquanto foi de Jordy Smith, um 9.80, 0,43 décimos maior do que a melhor nota de Taj. Adriano de Souza é o adversário do aussie nas quartas. Nada a temer, Mineiro já fez a mala do dele na Gold Coast e certamente pode fazer de novo.

Kelly Slater se machucou no dia anterior, mas mesmo assim superou Dusty Payne

Agora, Fanning foi impressionante, Taj o melhor, mas quem roubou a cena no dia foi de novo Mr. Kelly Slater. Algumas baterias antes da do careca, a Australian Surfing Life divulgou em seu twitter que Kelly tinha fraturado o pé surfando no dia anterior, minutos depois a ASP também divulgou a notícia. A dúvida pairou no ar, Slater ia ou não entrar na água contra Dusty Payne. Kelly chegou em Winkipop poucos minutos antes de sua bateria, foi examinado pelo medico do evento, entrou no mar e venceu Dusty Payne que mandou a manobra do campeonato logo na primeira onda. Kelly Slater é um fanfarrão. Outro fanfarrão é Dane Reynolds que cansou da Austrália e estava a passeio em Winkipop.

Não é muito comum ver Bede Durbidge na repescagem. O aussie foi um dos melhores do dia

Certamente este segundo round da repescagem foi um dos mais cansativos dos últimos tempos, e cansativo não só para os surfistas.

O pessoal da organização do Rip Curl Pro deve ter ralado muito para arrumar tudo na Thirteenth Beach. Alex e Paulinho, os locutores da transmissão em português do campeonato quase não entraram no ar, e quando entraram, sofreram com a infra que deram para eles. Quem penou também foi o pessoal que assistiu o campeonato tanto pela internet, quanto na praia mesmo. Pela web, quando as imagens não pareciam estar sendo filmadas por celular era porque o sinal tinha caído, e para as pessoas que estavam na praia, o transito, o frio, a chuva e as péssimas condições do mar devem ter sido duro de aturar.

Sobre o pico que o queridíssimo Damien Hardman e sua equipe escolheram, faço das palavras do meu amigo Paulo Lima as minhas, “Este beach break é de 13th categoria!”.

A etapa de Bells pode ser a mais tradicional do tour, mas esta virando o que virou Mundaka, quando dá onda é ótimo, quando dá.

Ah já ia me esquecendo, as baterias. Devido às péssimas condições do mar, varias disputas tiveram notas baixas. Medina fez sua primeira vítima no Tour, C.J Hobgood. O outro Hobgood perdeu para Neco, a vingança é um prato que se come frio. Jadson venceu Luke Munro e pega Taylor Knox na próxima fase. O único brasileiro que não se deu bem foi Marco Polo, ele não surfou mal, mas de novo caiu contra um dos medalhões do tour.

Mas foi duro viu!

Jeremy Flores saiu do mar depois de sua disputa contra Dane Reynolds irado

Na primeira para do tour este ano em Snapper Rocks, vimos Neco Padaratz surfar muito bem e tirar notas muito baixas por não ter sido tão “vertical” contra Damo, vimos também o francês Jeremy Flores, que quase se matou em alguns floaters que deu em seu confronto contra Dane Reynolds, dar uma entrevista revoltado após a bateria.

Os dois apresentaram um surf muito bom, mas que não foi o suficiente para avançar no campeonato de acordo com os juízes e o novo critério de avaliação. Recentemente Jeremy deu uma entrevista ao Jed Smith da Stab falando um pouco sobre o que aconteceu.

Esta seria a evolução ou injustiça?

Stab: Was there any fall out from your post heat interview at the Quiksilver Pro, in which you claimed the judging was biased toward American and Australians?

Jeremy Flores: You know what, more people were happy that I said it than angry. The next few days, people were coming up to me saying, “Finally, someone said it, good job.” I don’t really care what people think. There are so many fake guys out there that talk so much shit. Every since I was young I’ve always said the truth about everything. Some people like it, some don’t, but I will never be fake. Many people ask me to shut up sometimes but I just can’t. I gotta say what I gotta say and people can like it or not and I don’t give a shit. But then maybe the next comp I’m gonna get a good wave and get a three (laughter).

Stab: Do you still feel that way about the judging?

Jeremy Flores: I’ve always felt that way. It’s been very unfair sometimes. But when you think about it, every sport has its injustices. Surfing is no different and even the champions like Kelly and Andy have to deal with it. We’ve only had the first event with the new rules and new criteria, so I can’t talk shit about it. After the heat I was angry and I thought I really got burned. We’ll see how it goes during the year and maybe at the end I will say something else.

Stab: What is the key to relevancy on the World Tour in 2010?

Jeremy Flores: I’m not sure. I could say aerial moves but many guys are getting big scores without doing aerial moves. You’ve gotta really mix it up. I’m definitely working on my airs and being able to do for or five different turns on a wave. I think that is what the judges want to see. With the new criteria there are a bunch of us on tour who are like, “whoa, this is crazy, this is really different.” We have to deal with it and do what they want us to do, which is kind of sad to say. But if you want to get nines and eights you gotta do what you gotta do.

O rookie australiano Matt Wilkinson não cultiva toda essa barba à toa

Neco got so angry! “Look!” He screamed. “I have a beard! I have a family to feed, I am a man and I have a beard!” Wilko, confused and hurt, shuffled away…

…yesterday Neco walked up to Mr. Wilko, and said, “Mr. Wilkinson, your son has grown into a fine man. And he has a good, strong beard.”…

Não entendeu nada? Leia aqui a divertida historia entre Neco Padaratz, Matt Wilkinson e suas barbas.

Os brasileiros Alejo Muniz e Jihad Khodr estão nas quartas de final do O’Neill World Cup of Surfing, etapa de 6 estrelas do WQS e segunda da tríplice coroa havaiana, que acontece em Sunset. Neco Padaratz, Bernardo “Pig” Miranda e William “Panda”Cardoso ficaram pela terceira fase.

Jihad é só sorrisos

Jihad venceu sua bateria contra Torrey Meister, Luke Munro e Nat Young com 13.94 pontos, agora a disputa vai ser contra os havaianos Kekoa Bacalso e Dusty Payne, e o líder do ranking do WQS Daniel Ross. Já Alejo ficou em segundo na sua bateria da terceira fase, quem venceu foi o australiano Bede Durbidge, e enfrenta agora nas quartas os americanos Taylor Knox e Tanner Gudauskas, e o atual 2° colocado no ranking da ASP Joel Parkinson. A parada vai ser dura para os brasileiros, mas surfe para vencer os tops eles tem.

Alejo Muniz vem surfando como gente grande no Havaí

A nova chamada do campeonato rola amanha e você pode conferir os confrontos ao vivo pelo site oficial da Vans Triple Crown of Surfing. Hoje Sunset quebrou de gala, amanha promete!