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Quando o mar da uma mexida nós, meros surfistas por amor, ficamos em dúvida de qual prancha usar entre as 2 ou 3 que temos. Confira o quiver dos tops patrocinados pela Channel Islands e imagina o tamanho da indecisão dos caras.

Clique nas fotos para ver as medidas das pranchas.

Kelly Slater

Pat Gudauskas

Tanner Gudauskas

Dane Reynolds

Dusty Payne

Dusty Payne veio para ficar no tour

O Havaí é o lugar mais tradicional do surf, lá existem as melhores ondas do mundo em alguns poucos quilômetros de costa, água quente e clima agradável, mas no World Tour os havaianos não estão tão bem assim.

Apenas quatro surfistas das ilhas fazem parte da elite mundial, Roy Powers e Freddy Pathacchia com o seu surf bem feijão com arroz, Kekoa Bacalso que apesar do sobre peso e de ter sido eleito o rookie da temporada passada não alcança resultados muito expressivos, e o estreante Dusty Payne.

Dusty é a esperança havaiana no WT deste ano. Primeiro surfista da ilha de Maui a chegar à elite do surf mundial, Dusty Payne é um dos melhores da nova geração, dono de um repertório de manobras aéreas impressionante esse havaiano voa alto. Com um pouco de maturidade ele tem tudo para dar um belo trabalho para a velha guarda do tour.

Confira esse vídeo do havaiano e sua participação no filme Modern Collective para ver do que ele é capaz.

Depois da disputa entre Mick e Joel pelo titulo do World Tour e do impressionante Eddie Aikau que rolou no finzinho do ano passado, o Havaí vai ser palco de outro grande evento de surf, o Volcom Pipeline Pro etapa 5 estrelas do WQS deste ano.
Esta é a primeira vez que a Volcom patrocina um evento de surf. “Estamos excitados pela oportunidade… Desde que temos casas em Pipeline eu sabia que chegaria a hora de ter um grande evento em nosso quintal” Disse Brad Dougherty, diretor da Volcom.
Figurões como Sunny Garcia, Jamie O’Brien, Andy e Bruce Irons, Rob Machado e Pancho Sullivan junto com grandes nomes da nova geração como Ry Craike, Clay Marzo, Mitchel Coleborn, John John Florence, Dusty Payne, Dane Gudauskas, Kiron Jabour e Jay Davies estarão na briga pelo prêmio de US$ 16 mil que o campeão da etapa irá leva para casa. Outros dois bons surfistas que irão disputar o evento são os brasileiros Felipe Cesariano, o Gordo, mestre em entubar em ondas pesadas e figura carimbada do North Shore, e Marcelo Trekinho, patrocinado pela Volcom e que é um dos melhores free surfers do Brasil.
A janela de espera do Volcom Pipeline Pro já está aberta mas por enquanto nenhum bom swell entrou na região. Para assistir ao campeonato ao vivo entre no site oficial do evento.

Desde 2008 a Kustom promove um dos maiores concursos de manobras aéreas ao redor do globo, o Kustom Airstrike. Segundo a marca, a missão deste evento é mostrar um estilo de surf  inspirador e revolucionário que promete mudar as nossas noções do que é possível fazer em cima de uma prancha.

Nos anos anteriores Dion Agius, Julian Wilson e Dusty Payne foram os campeões. Este ano o surfista que mandar o melhor aéreo escolhido pelos 5 juízes, entre eles Joel Parkinson e Kai Neville (diretor do filme Modern Collective), irá levar a bolada de 50 mil dolares.

Se você se acha bom mesmo na arte de decolar das ondas, clique aqui e veja como se inscrever.

O TOP 6 de 2009:

Chegou ao fim o World Tour deste ano. O último em que os 45 melhores surfistas  se enfrentaram em 10 etapas durante o ano inteiro, ano que vem as coisas vão mudar.

O australiano Mick Fanning tornou-se merecidamente bicampeão mundial. A disputa do título de 2009 foi certamente uma das mais emocionantes. Parko e Mick chegaram ao Havaí sendo os únicos que poderiam ser campeões, se Fanning chegasse até a final ele já era o campeão e Joel precisava praticamente que vencer o evento para levar. Os nervos estavam à flor da pele, nem parecia que os dois cresceram juntos surfando na Austrália e eram grandes amigos. Logo de cara, Parko perdeu para o havaiano Gavin Gillette na sua primeira bateria do Pipe Masters e deu de presente o título para Fanning. Depois disso, os dois protagonizaram uma das cenas mais belas do surfe mundial. Mesmo após ter perdido o campeonato, Joel Parkinson foi até a beira do mar e ergueu, junto com Dean Morrison, Mick Fanning nos ombros para levar o campeão até o pódio. Não é qualquer um conseguiria fazer o que ele fez depois de tanto stress.

Mick Fanning sendo carregada por Parko e Dingo

Este ano, finalmente Dane Reynolds mostrou porque é um dos surfistas mais comentados do cenário mundial. Em J-Bay ele acordou e em Trestles ele surfou mais do que ninguém com uma prancha 5’7’’ que ele disse que foi feita de sobras. Acabou perdendo a final para Fanning, mas indiscutivelmente ele foi o melhor surfista do evento e eu posso afirmar agora que o ano acabou que ele também foi o surfista que apresentou a melhor linha de surfe neste ano. Segundo Lewis Samuel, mesmo sem terem se enfrentado de fato, Reynolds venceu até Kelly Slater na Califórnia. Dane Reynolds foi o único que não pensava duas vezes em soltar qualquer tipo de aéreo durante uma bateria. Este é o futuro do surfe moderno, muitos aéreos, um surf veloz e pranchas pequenas. Ano que vem Dusty Payne e Owen Wright vem ai para se juntar com Dane e deixar o World Tour mais inovador, os velhos que se cuidem. Ah e quem tem que se cuidar também e Jordy Smith, que segundo muitos é o melhor surfistas do mundo e mestre em aéreos, mas até agora, com dois anos de WT nas costas, não fez nada.

Dane Reynolds voando em Lower Trestles

Kelly Slater terminou o ano em sexto lugar do ranking esbanjando forma. Kelly teve uma temporada irregular, mas digna de Kelly Slater. Fez bonito com sua pranchas de duas longarinas e 4 quilhas, ganhou em santa Catarina, chegou até as finais em Pipe Line com pintade que ia ganhar, tomou um pau do prodígio Owen Wright duas vezes e se quiser ano que vêm leva o décimo sem muito esforço. O Kelly é o Kelly

Kelly slater

O nosso Mineirinho representou esse ano. Venceu em Mundaka e assumiu a terceira colocação do ranking, acabou terminando o ano em quinto, mas se tivesse ido melhor no Havaí era com certeza o terceiro ou segundo. Segundo a Surfline o guarujaense é campeão mundial em três anos. Da-lhe Mineiro!

Daqui três anos é a vez de Adriano de Souza

Agora é só aguardar que o ano que vem promete muito.