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Arquivo da tag: C.J Hobgood

Foto: Surfline

A Surfline lançou a segunda edição da série Brothers. A primeira trazia os irmãos Irons falando um pouco sobre suas relações um tanto quanto polêmicas, agora C.J e Damien Hobgood falam um pouco sobre sua vida, que parece ser bem mais tranquila que de Bruce e Andy.

Confira aqui.

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C.J Hobgood comemorando no pódio do Hang Loose Pro Contest

C.J Hobgood, campeão mundial em 2001, venceu o Hang Loose Pro Contest 2010, etapa de 6 estrelas prime do WQS, que rolou na Cacimba do Padre em Fernando de Noronha. O americano superou o carioca Raoni Monteiro na final, com uma somatória de 14.33 contra 9.43 de Raoni.

Com o primeiro lugar na Cacimba, o Hobgood levou US$ 20 mil e 6500 pontos no ranking unificado da ASP. Uma vitória em evento prime do WQS equivale agora a um terceiro lugar em uma etapa do World Tour. Este ano os tops terão que usar também da estratégia se quiserem se dar bem e C.J já entendeu muito bem isso.

Ranking unificado depois do Hang Loose Pro Noronha:

1 C. J. Hobgood (EUA) – 6.500 pontos
2 Alejo Muniz (Bra) – 5.906
3 Raoni Monteiro (Bra) – 5.824
4 Wiggolly Dantas (Bra) – 4.056
5 Hizunomê Bettero (Bra) – 4.008
6 Heitor Alves (Bra) – 3.868
7 Brett Simpson (EUA) – 3.454
7 Joan Duru (Fra) – 3.454
9 Willian Cardoso (Bra) – 3.006
9 Leonardo Neves (Bra) – 3.006
11 Gustavo Fernandes (Bra) – 2.837
12 Yadin Nicol (Aus) – 2.491
13 Hodei Collazo (Esp) – 2.357
13 Márcio Farney (Bra) – 2.357
15 Sebastien Zietz (Haw) – 2.339
15 Alan Jones (Bra) – 2.339

Confira a entrevista de C.J falando sobre o campeonato e dando sua opinião sobre as mudanças feitas pela ASP:

supertubos

Supertubos de gala

Apesar do tempo feio, hoje a praia de Super Tubos mostrou porque tem esse nome e quebrou bem para as baterias das oitavas de final do Rip Curl Pro acontecerem. Com as ondas em torno de 2 a 3 metros (6 a 8 pés), os 16 tops que surfaram hoje deram show para quem assistia o campeonato da praia e pelo computador.

Logo cedo vários surfistas já estavam na água pegando altos tubos, até que as 09h45min, no horário de Portugal, a primeira bateria do dia foi pro mar. Jordy Smith não deu chances para C.J Hobgood e mostrou que não é só no “Power Surf” que ele é bom. No round anterior, Jordy venceu seu confronto contra Roy Powers mostrando um surf moderno, cheio de aéreos, hoje ele entubou feito gente grande e desbancou um dos melhores tube riders do circuito. Depois do sul africano, Bede Durbidge e Bobby Martinez avançaram para as quartas de final.

Jordy Smith botando para dentro

Jordy Smith botando para dentro

Na quarta bateria do dia, quase que Joel Parkinson se complica na busca pelo seu primeiro titulo mundial contra Kai Otton. Parko venceu Kai por apenas 10 décimos, 11.94 contra 11.84, em uma bateria em que ele não convenceu. Quem convenceu, e muito, foi Owen Wright. No confronto mais esperado do dia, ele e Dane Reynolds mostraram o que esta por vir nos próximos anos de circuito mundial. Os dois apresentaram um surf moderno e muito veloz, mas Owen pegou as melhores ondas e superou Dane.

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Kai Otton quase tirou Joel Parkinson da disputa

Taj Burrow vinha bem na competição, mas como quase que já de costume parou nas oitavas diante de Damien Hobgood. O atual líder do campeonato fez a melhor apresentação do dia até agora somando 18.33 pontos contra Freddy Patacchia. Fanning vem mostrando que está muito a fim de levar o titulo de novo este ano e é um forte candidato a levar o caneco em Portugal.

Mineirinho, que se vencesse está etapa estaria próximo de conquistar o seu primeiro titulo mundial, não se achou na última disputa das oitavas. O brasileiro caiu no mar contra o americano Tim Reyes, que logo de cara arrancou uma nota na casa dos 8 pontos e complicou a situação de Mineiro. Faltando 3 minutos para terminar o confronto, Reyes quebrou sua prancha e teve que sair do mar para pegar a reserva, deixando Adriano sozinho mar até o fim da bateria. Infelizmente nenhuma onda entrou e ele não conseguiu a virada pra cima de Tim.

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Tim Reyes deu um pedaço de sua prancha para um fan

As baterias das quartas de final já estão rolando, confira ao vivo no site do Rip Curl Pro.

Quartas de Final:

1. Jordy Smith x Bede Durbigde

2. Joel Parkinson x Bobby Martinez

3. Owen Wright x Damien Hobgood

4. Mick Fanning x Tim Reyes

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Mick Fanning assumiu a liderança do World Tour esta semana e deixou o campeonato totalmente aberto. Agora todos os surfistas que estão no Top 10 do ranking possuem chances matemáticas de ganhar, além disso, o campeonato pode ser decidido agora em Peniche ou lá no Havai.

Segundo Renato Hickel, atual Tour Manager da ASP, se Fanning vencer o Rip Curl Pro, Joel Parkinson tem que ficar em nono ou Adriano de Souza em terceiro para estragar a festa do aussie.

Se Mick chegar às finais, mas não vencer, Parko tem que ficar em 17°, Mineirinho em quinto, e Kelly Slater e Bede Durbidge tem que vencer a etapa para levar a decisão ao Havai.

Se o atual líder terminar em terceiro, Joel tem que terminar no mínimo em 33°, Mineiro tem que chegar na nona colocação, Kelly e Bede tem de chegar as finais, e C.J Hobgood e Taj Burrow precisam vencer o campeonato para não deixar Mick levar antecipado.

Tudo indica que o swell vai bombar em Portugal, fazendo com que todos tenham uma boa chance de atrapalhar Mick Fanning na sua conquista do bicampeonato mundial. Outra coisa que pode dificultar a vida dos tops no Rip Curl Pro são os Wildcards, Owen Wright e Bruno Santos já foram confirmados. Owen venceu Slater este ano, Bruninho levou Teahupoo ano passado e é craque na arte de entubar, se Fanning e sua turma bobearem, estes dois podem fazer estragos.

Eu, sinceramente, não tenho um palpite ainda formado. Com certeza, Mick sabe de suas chances e vai estar mais focado do que nunca para pelo menos chegar às finais, mesmo assim, Parko pode voltar a fazer bonito como vinha fazendo e Mineirinho também tem suas chances de levar esta etapa, mas na minha opinião, o maior inimigo do líder do ranking é Kelly Slater. O tiozinho é mestre em viradas espetaculares, se ele resolver, o titulo só vai ser decidido na última etapa.

A trupe aussie na França

A trupe aussie na França

Em três dias complicados, onde as ondas não estavam em condições muito favoráveis ao surf, foram disputados os 16 confrontos da repescagem do Quiksilver Pro.

As baterias da repescagem começaram na quarta feira, primeiro dia de competição, após o término das disputas do primeiro round, e quem roubou a cena foi C.J Hobgood. O americano, que tinha testado diversas pranchas pela manha, enfrentou na repescagem Alain Riou. C.J não estava se dando muito bem na bateria, Riou estava encaixando bem sua linha nas ondas, então o americano começou a mandar com alguns aéreos para tentar inverter a situação, infelizmente sua prancha quebrou. C.J saiu do mar revoltado, batendo com a prancha na areia, coisa rara de ver-lo fazendo. Com sua prancha reserva em baixo do braço, o campeão mundial voltou para o mar e virou a bateria com um tubo tirado do nada. “Tentei experimentar umas 80 pranchas, rsrs… Estava fora de sintonia no começo. Depois que a prancha quebrou achei que nada mais de errado poderia acontecer, mas fiquei perto de um ataque de nervos. Mas estamos na França, o mar está sempre mudando e tudo pode acontecer. Achei que já estava fora desse evento, mas estou aqui” Disse C.J.

Alain Riou bem que tentou mas não conseguiu vencer C.J

Alain Riou bem que tentou mas não conseguiu vencer C.J

Adriano de Souza foi desclassificado na última bateria daquele dia. Ele e Phillip MacDonald travam uma disputa acirrada, mas o americano pegou melhores ondas e somou 16.90 contra 15.13 pontos do Mineiro. Mas nem tudo foi ruim para Adriano, essa semana foi divulgado o Power Ranking da Surfline e nele o brasileiro foi bem elogiado. Segundo Ian Cairns, Adriano de Souza será campeão mundial em três anos.

No dia seguinte, com ondas quebrando entorno de 1,5m, mas com uma forte correnteza e vento maral, os diretores decidiram colocar os tops pra dentro d’agua. Bob Martinez e Kierem Perrow avançaram para a próxima fase, já Jihad Khodr não venceu Freddy P e parou na repescagem. Aritz Aranburu e o prodígio Frances, Jeremy Flores, foram protagonistas da melhor bateria do dia. Flores de novo não conseguiu um bom resultado em casa e foi derrotado por Aritz.

O português Tiago Pires conseguiu a melhor nota do campeonato até agora, 9.00, e venceu Keko Bacalso. Junto com Tiago, Greg Emslie e Dean Morrison asseguraram o seu lugar na próxima fase. Depois da bateria de “Dingo”, o campeonato foi paralisado devido às más condições do mar.

Tiago Pires espirrando muita água

Tiago Pires espirrando muita água

Hoje, com um mar com ondas de 1 m e uma formação pior que a do dia anterior, rolaram as três últimas baterias da repescagem.

Heitor Alvez surfou muito contra o aussie Jay Thompson e garantiu-se como a esperança brasileira em terras francesas. O cearense voador pegou varias ondas e somou 13.06 pontos, já Jay Thompson não conseguiu lidar com a forte correnteza e a péssima condição das ondas e somou somente 11.93 pontos. “Estou muito feliz por passar minha bateria. Estou concentrado e focado para conseguir um bom resultado, pois quero me garantir para o tour do ano que vem. Agradeço a Deus pela vitória” Disse o contente Heitor.

Heitor não deu chances para Jay Thompson

Heitor não deu chances para Jay Thompson

O dia terminou com a patética apresentação de Chris Ward. O americano chegou atrasado para a sua bateria e deixou tudo muito fácil para Ben Dunn se classificar para a próxima fase.

Depois do mega evento que a Hurley fez na Califórnia e todo o rumor da ‘’Rebel Tour’’, a Quiksilver deixou um pouco a desejar com o seu campeonato. As imagens na transmição on line não estão muito boas e por enquanto os diretores de prova erraram em colocar algumas baterias para dentro d’agua. Espero que para a próxima fase, os tops surfem em condições decentes.

Aproxima chamada rola amanha de madrugada aqui no Brasil, confira como ficaram as baterias da 3° fase do Quiksilver Pro:

1 Bede Durbidge (Aus) x Nic Muscroft (Aus)
2 Dane Reynolds (EUA) x Roy Powers (Haw)
3 Fred Patacchia (Haw) x Ben Dunn (Aus)
4 CJ Hobgood (EUA) x Phillip MacDonald (Aus)
5 Bobby Martinez (EUA) x Greg Emslie (Afr)
6 Taylor Knox (EUA) x Dustin Barca (Haw)
7 Mick Campbell (Aus) x Dean Morrison (Aus)
8 Joel Parkinson (Aus) x Patrick Beven (Fra)
9 Kelly Slater (EUA) x Joan Duru (Fra)
10 Kai Otton (Aus) x Michel Bourez (Tah)
11 Damien Hobgood (EUA) x Tiago Pires (Por)
12 Tom Whitaker (Aus) x Tim Boal (Fra)
13 Mick Fanning (Aus) x Julian Wilson (Aus)
14 Jordy Smith (Afr) x Heitor Alves (Bra)
15 Taj Burrow (Aus) x Aritz Aranburu (Esp)
16 Kieren Perrow (Aus) x Chris Davidson (Aus)