Considerações Finais

Chegou ao fim o World Tour deste ano. O último em que os 45 melhores surfistas  se enfrentaram em 10 etapas durante o ano inteiro, ano que vem as coisas vão mudar.

O australiano Mick Fanning tornou-se merecidamente bicampeão mundial. A disputa do título de 2009 foi certamente uma das mais emocionantes. Parko e Mick chegaram ao Havaí sendo os únicos que poderiam ser campeões, se Fanning chegasse até a final ele já era o campeão e Joel precisava praticamente que vencer o evento para levar. Os nervos estavam à flor da pele, nem parecia que os dois cresceram juntos surfando na Austrália e eram grandes amigos. Logo de cara, Parko perdeu para o havaiano Gavin Gillette na sua primeira bateria do Pipe Masters e deu de presente o título para Fanning. Depois disso, os dois protagonizaram uma das cenas mais belas do surfe mundial. Mesmo após ter perdido o campeonato, Joel Parkinson foi até a beira do mar e ergueu, junto com Dean Morrison, Mick Fanning nos ombros para levar o campeão até o pódio. Não é qualquer um conseguiria fazer o que ele fez depois de tanto stress.

Mick Fanning sendo carregada por Parko e Dingo

Este ano, finalmente Dane Reynolds mostrou porque é um dos surfistas mais comentados do cenário mundial. Em J-Bay ele acordou e em Trestles ele surfou mais do que ninguém com uma prancha 5’7’’ que ele disse que foi feita de sobras. Acabou perdendo a final para Fanning, mas indiscutivelmente ele foi o melhor surfista do evento e eu posso afirmar agora que o ano acabou que ele também foi o surfista que apresentou a melhor linha de surfe neste ano. Segundo Lewis Samuel, mesmo sem terem se enfrentado de fato, Reynolds venceu até Kelly Slater na Califórnia. Dane Reynolds foi o único que não pensava duas vezes em soltar qualquer tipo de aéreo durante uma bateria. Este é o futuro do surfe moderno, muitos aéreos, um surf veloz e pranchas pequenas. Ano que vem Dusty Payne e Owen Wright vem ai para se juntar com Dane e deixar o World Tour mais inovador, os velhos que se cuidem. Ah e quem tem que se cuidar também e Jordy Smith, que segundo muitos é o melhor surfistas do mundo e mestre em aéreos, mas até agora, com dois anos de WT nas costas, não fez nada.

Dane Reynolds voando em Lower Trestles

Kelly Slater terminou o ano em sexto lugar do ranking esbanjando forma. Kelly teve uma temporada irregular, mas digna de Kelly Slater. Fez bonito com sua pranchas de duas longarinas e 4 quilhas, ganhou em santa Catarina, chegou até as finais em Pipe Line com pintade que ia ganhar, tomou um pau do prodígio Owen Wright duas vezes e se quiser ano que vêm leva o décimo sem muito esforço. O Kelly é o Kelly

Kelly slater

O nosso Mineirinho representou esse ano. Venceu em Mundaka e assumiu a terceira colocação do ranking, acabou terminando o ano em quinto, mas se tivesse ido melhor no Havaí era com certeza o terceiro ou segundo. Segundo a Surfline o guarujaense é campeão mundial em três anos. Da-lhe Mineiro!

Daqui três anos é a vez de Adriano de Souza

Agora é só aguardar que o ano que vem promete muito.

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